Terça-feira, Outubro 30, 2007

Como se chega ao TorreShoping

Lendo o "Entre Cidades", tomei a consciência de uma problemática que já conhecia a algum tempo, mas que nunca tive pensado profundamente nela.
É uma verdade que os alunos, principalmente da Escola Profissional, se deslocam muitas vezes ao TorreShoping, principalmente durante o tempo de almoço. Para quem se desloca a pé, existe três maneiras para atravessar a fronteira física que é a A23, fazendo o caminho normal pela estrada nacional, que não tem condições algumas para peões, outra é passar por debaixo da ponte sobre o rio (tal como vem descrito no jornal) e a última, muito mais perigosa, mas que tenho conhecimento de que houve pessoas que o fizeram, é saltar a vedação e atravessar a “roleta russa” da A23, como quem atravessa numa passadeira.
Sem dúvida que é preciso denunciar estes problemas muitos graves que por vezes parece que estão dissimulados e esquecidos.
A questão é simples, conhecendo o problema, as entidades competentes têm o dever de providenciar medias que evitem e previnem situações que podem se tornar muito mais graves. Afinal de contas, está a vida humana em risco. As escolas e famílias devem também prevenir e informar os alunos sobre as possíveis consequências dos seus actos.

1 comentários:

Rui Faustino disse...

O Bloco de Esquerda admite in

http://www.esquerda.net/media/BE_Lx071031.pdf

o despedimento colectivo na CML que sempre jurou que não aconteceria...

Três semanas após se ter congratulado com "A importante conquista dos trabalhadores avençados da CML” segundo a qual nenhum nenhum trabalhador precário seria despedido mas, antes pelo contrário, admitido ao quadro de pessoal da CML por graça e obra da acção política do Zé e do grande acordo de coligação assinado com o PS para governarem a câmara a meias... O Bloco de Esquerda vem agora insurgir-se contra os despedimentos que efectivamente estão a decorrer!

Francisco Louçã JUROU num plenário de militantes do Bloco que não haveria despedimentos! Inclusivé foi ao cúmulo de acusar de má fé e de ignorância aqueles militantes do BE que defendiam a perspectiva de que o acordo de "restruturação financeira" da CML iria implicar ataques aos trabalhadores da autarquia e ao povo de Lisboa. Das duas uma: ou o Francisco Louçã mentiu com todos os dentes que tem mais alguns já careados ou não passa do "idiota útil" nas mãos do Costa e do PS.

Uma coisa é certa: nos últimos 2 meses o Bloco outra coisa não tem feito senão desmobilizar, confundir e iludir os trabalhadores precários da CML com promessas ocas e truques de propaganda rasteiros e agora vem "solidarizar-se" com eles...

Querem ser solidários? Rompam o acordo PS/BE!

O mesmo Bloco de Esquerda que acusou as estruturas sindicais de demagogia e de serem "correias de transmissão do PCP" vem agora, fingir-se de "virgem ofendida", exigir e protestar, contras as medidas da CML em cujo governo participa... como senão participasse nele!

Os dirigentes do Bloco de Esquerda que firmaram o acordo de coligação com o PS para governar Lisboa são cumplices morais, sócios menores, mas co-responsáveis por todos e cada um dos despedimentos de trabalhadores precários que já sucederam, estão a acontecer e que vão prosseguir.

É altura de romper o acordo, ou será que as ambições políticas de Sá Fernandes valem mais do que 1000 trabalahdores precários? Ao manterem a coligação PS/BE estão a caucionar politicamente uma vereação que ataca os trabalhadores da CML e o povo de Lisboa. Não julguem que ficarão impunes!

Rui Faustino
militante 2800 do BE
sócio 10511 do STML

trabalhador precário da CML há 7 anos e uma das possíveis vítimas da "maravilhosa" coligação PS/BE